Poesia "Lagarta" Carnavalesca
"Cartas à Prima
Priminha, a tua carta costumada
E tão triste e banal
Que, mesmo perfumada,
Dá breve impressão a toda a gente
Que ficaste doente
Depois do Carnaval!
Também eu fiquei, triste arreliado
Sofrendo o mesmo mal!
Andei três dias em folia douda
Bailei, cantei, gastei a graça toda,
E agora que findou o feriado,
Para minha desgraça,
Vejo que continua o Carnaval
E já não tem graça!
Cinzas... Quaresma... tudo se confessa!
E o Carnaval, mais forte, recomeça!
Ei-lo de novo rindo
Como velho jornal de profissão,
Endiabrado e louco:
E a Prima que passa e vai sorrindo
Em procura dum Padre vesgo e louco
Um cura em cuidados...
A quem possa fazer a confissão
Dos seus pecados!
Continua a chalaça
A ressurgir igual a toda a hora
A vida negra e pérfida que passa!
Mas o pior agora
Não é o Carnaval, reinar ainda
Por esse mundo à farta,
O pior, Prima linda,
É ter de escrever mais uma carta
E por desgraça!
E a prova não minto vez nenhuma
À minha boa prima,
Embora muita gente as provas negue,
Está nisto que rima
Mas que não tem graça...
nem ponta alguma por onde se lhe pegue...
Gregório Cascalheira"
Jornal de Abrantes
22 de Fevereiro 1931
Breve publicação, profusa em estúrdia e estultícia, ou não, dedicada à "última fronteira" do Ribatejo Norte.
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