Foi em Agosto de 2002. Uma trovoada de Verão levou-nos uma das árvores classificadas do concelho. Companhia de muitas gerações, um raio fulminou um dos principais símbolos da terra. Ainda houve esperança, que a árvore se salvasse. Durante alguns meses, todos olhámos para o alto, na esperança de ver a Palmeira a ganhar nova vida. As folhas foram caindo, a esperança foi-se desvanecendo. A Palmeira acabou por ser abatida.
Numa terra com tão poucas actividades, podia aproveitar-se um acontecimento destes, para criar uma festividade. Há por aí festividades que surgem por bem menos. Ainda por cima em Agosto, altura em que todas as localidades portuguesas parecem uma cidade do Oeste americano em dia de duelo. Seria uma boa altura para dinamizar actividades, que até poderiam servir de balão de ensaio para as Festas de Setembro. Bastavam dois dias, uma barraquinha a vender copos, uma exposição, um palco para o que apetecesse fazer. E com isto, apelávamos ao convívio, à dinamização cultural, e recordávamos um símbolo desaparecido. Parecendo que não, aquela Palmeira, presenciou muitos acontecimentos (se as árvores falassem!), nesta Vila, e de alguma forma acompanhou todo o século XX do Sardoal.
Eu sei que a ideia não parece séria, mas neste início de milénio há poucas ideias sérias por aí...
Palmeira da Casa Grande, há aí um pessoal que não te esquece...
"As palmeiras são, na sua maioria, plantas tropicais que se distinguem, no seu habitat natural, por troncos altos e sem ramos, encimados por um tufo de folhas plumosas ou em forma de leque.(...)"
Selecções Do Reader's Digest, “O Grande Livro das Plantas de Interior”