12.7.04

Jogos Olímpicos Sardoalenses



Agora que findou o Europeu de Futebol (com os resultados finais semi-desgostosos que se conhecem) é necessário entusiasmar novamente o Lagarto com alguns eventos desportivos. De que outra forma se justificará o elevado consumo de “minis” aqui na terra, se não há vitórias para comemorar ou derrotas para esquecer?!...
A criação dos Jogos Olímpicos Sardoalenses poderá colmatar essa falta de justificação.
De seguida, apresenta-se um conjunto de modalidades, nas quais os Lagartos são atletas de excepção, e que poderão enriquecer o Verão sempre tão calmo por estas bandas...

4x24 Minis Estafetas – Modalidade que consiste em fazer “rodar” uma grade de “minis” por quatro elementos no menor tempo possível. O recorde (sobre-humano) continua registado na Sede do G.D.R. Lagartos aquando de uma célebre e deliciosa vitória sobre o Abrantes Futebol Clube numa eliminatória da Taça do Ribatejo, temporada 2002/2003.

Lançamento de Boato – Pelo Sardoal existem atletas dignos de figurar junto da elite mundial dos praticantes desta modalidade. Registos (não oficiais e algo virtuais) apontam para um recorde de um boato lançado (de boca em boca) da Ponte do Ramal até junto às obras da Piscina Coberta em cerca de 6 minutos e 42 segundos.

“Stickada” no Campo – Desporto sazonal (em voga na Primavera e Verão) no qual dois praticantes formam um par que desenvolve, em conjunto, actividades rítmicas multi-posicionais. Modalidade que exige elevada concentração e espírito de comunhão com a natureza (tanto que os seus praticantes não raras vezes se escondem por detrás de moitas para evitar a desestabilização natural provocada por potenciais espectadores.)

Vinhatlo – Modalidade praticada por veteranos. As suas provas consistem numa multiplicidade de provas, entre tascas e cafés, que vão desde o “Panechet” à “Bolha”, passando também pelo “Traçadinho” e o “Copo de Três”. O Vinha-Atleta é um desportista completo dotado de grande resistência hepática.

“Zundaps” Sincronizadas - Desporto conjunto masculino, em declínio de popularidade, que consiste em manobras motorizadas com intuito de realçar a virilidade e masculinidade dos condutores.

Levantamento do Calote - Estes atletas, discretos, treinam diariamente por lojas e cafés desta Vila, tentando “erguer” o maior calote possível aos comerciantes. Esta modalidade pode tornar-se rapidamente impopular se, como se tem feito noutros locais, começar a ser tornada pública uma tabela com as “classificações” dos principais atletas deste desporto....

200 Metros do Bodo – Corrida feita no dia da Festa do Bodo. Nesta corrida - iniciada ainda a missa vai a meio – os atletas (maioritariamente de idade avançada) procuram posicionar-se em lugares sentados e à sombra para usufruir dos seus três pratos de feijoada tranquilamente.
Uma oportunidade de ouro para ver como o reumático e a espondilose são facilmente esquecidos quando a poucos metros a feijoada é à borla...


“Como atleta aparece de golpe nos Jogos Olímpicos.”

Camilo Castelo Branco, “Os Mártires”


24.6.04

Pequena Curiosidade



Para quem procura curiosidades do Sardoal pela Internet aqui fica um link para um site de leilões.
A cédula a leilão não é tão rara como apresentado, visto que a sua edição foi numerosa. Existem alguns exemplares na Câmara Municipal e em casas particulares da Vila.
Veremos até que valores pode ir um pequeno pedaço da história da Vila Jardim...

Nota: Agradecimento ao Pedro Sousa pela "descoberta" deste leilão.

18.6.04

A Pinheira do Castiço estava assim ao início da tarde.


Pelo regresso à Fonte Férrea



Em tempos idos, eram diversos os casais que aproveitavam os múltiplos recantos da Fonte Férrea para temperar os seus romances com uma pitada de paixão mais dissoluta.
Aproveitando um espaço propício à comunhão com a natureza - as rãs coaxam; a água corre pelo ribeiro; o arvoredo do Vale da Mata enche as vistas com um bonito colorido – os pares românticos espalhavam-se pelos diversos escaninhos da Fonte, sabendo sempre que estavam seguros o suficiente para não serem apanhados em flagrante em actividades que muita beata (e por estas bandas existem umas quantas...) condenariam e coscuvilhariam por toda a Vila. Esta segurança advém do facto de existir somente um caminho de acesso à Fonte, logo facilmente se controlam os acessos de quem entra no seu espaço.
Este “regresso” dos pares românticos à Fonte Férrea teria duas vantagens. Primeira, o espaço da Fonte deixaria de estar um pouco ao abandono. Segunda, numa altura em muito casal anda por caminhos esconsos no alto do Andreus a dar asas à paixão (tanto que aquela zona já está na rota de passeio de algumas alcoviteiras), o regresso à Fonte seria o regresso da paixão à Vila. Estamos a chegar ao Verão e a “Lagartagem” precisa de se entreter nas conversas de café e de padaria a falar de mais um casal de “Lagartos” apanhado em comportamentos libertinos nos fontanários...


“Porque contra o competente decoro, que é uma das mais honrosas leis da natureza, ninguém pode sem delito ser licensioso.”

D. Francisco Manuel de Melo, “Apólogos Dialogais”


15.6.04

Desodorantes precisam-se!

Chegado o Verão o cruzamento com determinadas exemplares de “Lagartos” pode ser uma experiência particularmente desagradável para as narinas dos transeuntes. Parece que muitos se esquecem que o calor conduz a aumentos de exsudação consideráveis. Isto não é acompanhado pelo aumento da frequência de duches ou pelo uso de desodorantes que amenizem os suores da época. O resultado deste desleixo não é mais do que umas brisas odoríferas de difícil encaixe nos padrões odoríferos do “Lagarto” comum.
Apesar disso, para alguns “Lagartos” estes odores parecem ter alguma utilidade. Algumas brisas de sovaco são tão intensas que parecem ter um efeito semelhante a algumas substâncias estupefacientes. A cabeça até fica à roda!...


“Os homens tinham as testas luzentes de suor (...)”

Antero de Figueiredo, “Dom Pedro e Dona Inês”


14.6.04

Viva a "Genérica"!



Em tempo de Euro 2004 já se sabe que os ajuntamentos de adeptos de futebol, durante as partidas do campeonato, crescem de forma considerável. Mas não é somente o número de espectadores que aumenta nos cafés por estes dias. A cerveja, velha “aliada” dos espectadores da bola, tem escorrido pelas gargantas em quantidades consideráveis. Juntando ao Euro o calor que se tem feito sentir, estamos nas condições desejadas pelas cervejeiras para aumentar a facturação.
No entanto, e apesar das promoções de alguns cafés aqui da Vila, sucessivas rodadas de “minis” podem sair algo dispendiosas para alguns bolsos “lagartos” menos abonados financeiramente. Sardoal Virtual não quer que ninguém fique com mágoas por “afogar” (o pior é se “elas” nadam bem que se fartam!..) e decidiu lançar um conceito que espera ser aproveitado pela iniciativa privada local. Se existem medicamentos “genéricos”, porque não criar uma cerveja “Genérica”? A “Genérica” seria uma cerveja sem marca (logo mais barata) e com os mesmo princípios activos das cervejas de marca. Aliás, os resultados desejados pelos bebedores “lagartos” das cervejas convencionais manter-se-iam com a cerveja “Genérica”: refrescar gargantas, comemorar golos e acompanhar tremoços e amendoins.
As rodadas passariam a ser um pouco mais baratas e dessa forma ninguém ficaria sem bebida para acompanhar as doses de caracóis.

“São mais 12 “Genéricas” e três doses de caracóis para a mesa do canto.”


“Emborcou num quiosque um copo de cerveja(...)”

Manuel Ribeiro, “O Deserto”


Jóli "vence" competição na "Foto Digital" Jóli - para quem ainda desconhece, digno e prezado "relações públ...